O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/10/2020

Realizar pesquisas e testes em animais é uma prática comum para testar se um medicamento, tratamento ou produto  é seguro para ser utilizado em seres humanos. Porém, especialistas como John Pippin, diretor de negócios da PCRM (sigla em inglês que significa Comitê Médico pela Medicina Responsável), afirma que utilizar seres vivos como cobaias é eticamente incorreto, além de não ser totalmente eficaz.

No entanto, pesquisadores como Silvana Gorniak, pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, afirmam que o uso de bichos em experimentos não é opcional e não pode ser substituído. Tal afirmação não é válida, pois já existem empresas existem empresas, como a Natura, capazes de utilizar métodos alternativos, como por exemplo, a utilização de softwares capazes de simular efeitos colaterais de produtos no organismo humano.

No entanto, existem exceções, situações em que ainda não existe nenhuma alternativa para o uso de animais. Já existem leis determinando que, em tais casos, as cobaias não devem sofrer e que, obrigatoriamente, deverá ser mantido um conselho de ética com o intuito de analisar cada projeto científico. Porém, em hipótese alguma, é possível garantir que essas exigências estão sendo cumpridas sem que exista um rígido monitoramento.

Diante do exposto, é necessário que cientistas e pesquisadores desenvolvam novos métodos alternativos para eliminar a necessidade de se utilizar animais para testes, o que torna os experimentos éticos e mais eficazes. Além disso, é indispensável que o governo realize a criação de leis que proíbam experimentos com bichos. Por último e não menos importante, os laboratórios de pesquisa precisam ser rigidamente monitorados, para garantir que as regras impostas serão seguidas.