O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/10/2020
No ano de 2013, no Brasil, ativistas de causa animal invadiram um laboratório do Instituto Royal, de modo a libertar os cachorros que estavam sofrendo com maus-tratos. O caso dividiu as opiniões da sociedade brasileira a respeito do uso de animais como cobaias em laboratórios de pesquisa. Diante dos fatos mencionados, é observável que a utilização desse método de pesquisa seja um problema.
Em primeiro plano, os animais são grandes aliados na melhoria da saúde, visto que esse método de pesquisa esta presente em quase todas as descobertas médicas, entretanto, a vida e o bem-estar do animal também deve ser levada e conta. No século XVIII, o cientista Albrecht von Haller, utilizou quase 200 animais para comprovar a irritabilidade em tecidos vivos, baseando seu trabalho no fato de os animais sentirem dor, demonstrando isso medindo as reações a vários estímulos dolorosos.
Em 1959, Russel e Burch criaram o princípio 3Rs (do inglês: Replacement, Reduction and Refinement), tendo como objetivo do “Reduction”, reduzir o uso dos animais em pesquisas, embora eles sejam necessários, podem-se encontrar outros meios em algumas etapas. O “Refinement” busca minimizar a dor e o estresse do animal durante o processo da pesquisa. E o “Replacement” procura métodos alternativos de substituir o uso de animais nos experimentos. Uma regulamentação brasileira é a Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em procedimentos científicos e experimentos, sendo assim necessário fazer um pedido aos comitês de ética para que ocorra a realização de experimentos com animais.
Em virtude dos fatos mencionados podemos pontuar que essa forma de pesquisa é benéfica para evolução da ciência, mas há a necessidade de uma boa regulamentação desses testes para que não ocorram casos como os de Haller. Os animais atualmente são necessários para o alcance de diversos avanços da saúde humana e animal, mas para o bem desses seres é prescindível que ocorram pesquisas de outros métodos de pesquisas como cultura de células e tecidos, in vitro, culturas bacterianas, simuladores de pacientes humanos, entre outros. É importante que o Governo Federal, Poder Executivo no âmbito União, incentivem as pesquisas e as descobertas, através de patrocínio aos cientistas e centros de pesquisa.