O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/10/2020

É preciso pensar a questão do uso de animais em termos amplos, levando em consideração a relação custo-benefício das pesquisas em saúde para toda a população — e também para os próprios animais. Os resultados, enfatizou a pesquisadora, ultrapassam a saúde pública e se refletem em avanços na saúde veterinária. “Em um mundo ideal, não utilizaríamos animais de laboratório”, salientou, enumerando os diferentes usos do que se aprende com este tipo de pesquisa: “Hoje nós dependemos dos animais para conhecermos o comportamento das doenças e entender como se dão as interações das substâncias com os micro-organismos em organismos vivos, para desenvolvermos os tratamentos cirúrgicos ou clínicos, para a imunização de animais e de pessoas, para determinados tipos de testes diagnósticos”.

A escolha do animal a ser manejado em laboratório depende da pesquisa. Há alguns animais cuja linhagem genética é propensa a desenvolver determinadas doenças como diabetes ou hipertensão, por exemplo, o que os torna cobaias ideais para se testar medicamentos e/ou procedimentos. “Se o pesquisador quer entender uma determinada doença, a utilização dessa linhagem vai trazer resultados mais fidedignos e que poderão mais facilmente ser aproveitados para os seres humanos”, colocou Carla, salientando que optar por “modelos específicos” também implica em usar menos animais nos experimentos e em resultados que beneficiem a própria espécie testada.

A cada dia novas alternativas são desenvolvidas para substituir os testes em seres vivos. A pesquisadora brasileira Carolina Catarino foi premiada pelo Lush Prize 2017, destinado a descobertas de testes que eliminem o uso de seres vivos. O uso de coelhos e ratos para testes de cosméticos ainda é realizado em alguns países. corrosão antes de chegar ao paciente.