O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/10/2020

No livro “A revolução dos bichos”, de George Orwell, é retratada uma revolta dos animais contra os humanos, por consequência dos maus tratos sofridos diariamente. Fora da ficção, existe um grande debate sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, isso, pois, esses testes ferem a integridade física das cobaias. Por outro lado, observa-se os cientistas e seus avanços científicos necessários para o bem estar da população, e por outro, temos a falta de ética moral de muitas indústrias que praticam constantemente maus tratos. Dessa forma, faz-se necessário o debate acerca dessa problemática.

Em primeiro plano, a utilização dos animais em experimentos científicos vem sendo discutida a muitos anos, mas, foi em 1860 que se estabeleceram regras e legalidades para que animais possam ser utilizados como objeto de pesquisa. Com isso, além de conseguir prever reações ou não em humanos, os cientistas já conseguiram desenvolver tratamentos e curas para diversas doenças através desses testes, como antibióticos, vacinas, uma transfusão de sangue, quimioterapia ou até mesmo algum produto cosmético.

Ademais, vale destacar que, de acordo com a Humane Society International, mais de 100 milhões de animais são mortos todos os anos em laboratórios espalhados pelo mundo, devido a participação em testes científicos. Muitas empresas violam as regras e colocam os animais em estado de exploração, sem alimento e higiene. Dessa forma, no fim dos experimentos, os animais são executados frequentemente por injeção letal, gaseamento ou decapitação, denegrindo seus direitos a bem estar e a vida.

Diante desse panorama, faz-se urgente a tomada de medidas a temática abordada. Para tanto, cabe ao Governo Federal em parceria com o Conselho Nacional de Experimentação Animal (CONCEA), aumentar a fiscalização nas indústrias que usam animais para realizar testes científicos e tornar as multas mais rígidas para àqueles que violarem as leis. Contudo, é necessário que o CONCEA torne as leis mais severas, limitando ao máximo o uso de animais e as condições em que devem ser tratados. Espera-se, com isso, que a distopia de Orwell se restrinja a ficção.