O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/10/2020

A Revolução Científica foi um período marcado pela grande mudança do pensamento da população da Europa. Dessa forma, como a ciência tinha por objetivo se tornar um estudo prático, no início, o principal propósito era descobrir o funcionamento da Terra no universo e explicar os fenômenos naturais sem embasamento religioso. No Brasil, atualmente, os cientistas se concentram, especialmente, em desenvolver antídotos para doenças e desenvolver produtos, entretanto, infelizmente utilizam animais para que os projetos sejam concretizados. Assim sendo, torna-se imprescindível que o quadro atual sofra alterações e que sejam realizadas com o intuito de mitigar os impasses existentes.

Sob esse viés, pode-se apontar os diversos locais que desrespeitam os critérios estabelecidos pela lei sancionada em outubro de 2008, a qual restringe o uso de animais a atividades educacionais de ensino superior e profissional técnica de nível médio da área biomédica. Entretanto, ainda assim ocorrem casos de  maus-tratos com animais com a finalidade de realizar pesquisas ou testar produtos antes de seres comercializados. Em 2013, o jornal G1 divulgou uma notícia relatando uma invasão de um grupo ativista em um laboratório de São Paulo, segundo os manifestantes, o instituto maltratava cães da raça “beagle” com o intuito de realizar pesquisas e testes de produtos cosméticos e farmacêuticos. Desse modo, é comprovado que a lei não está sendo eficaz.

Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, declarou que era a favor dos direitos dos animais bem como dos direitos humanos, pois para ele essa é a proposta de um ser humano integral. Todavia, uma parcela da população atual não compartilha desse mesmo pensamento, principalmente os cientistas, que alegam ser imprescindível o uso de animais para que a ciência continue a avançar. Além do retardo do ramo científico, uma grande parcela dos pesquisadores declara que a proibição do uso dos animais em testes científicos significaria grande queda para a economia mundial e as vendas de produtos não seria muito segura, pelo fato de não ter como simular todos os sistemas do corpo de um ser humano. Sendo assim, é necessário maior fiscalização nos laboratórios.

Portanto, é mister que as autoridades tomem providências para abrandar as situações atuais. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, proponha fiscalizações mensais aos laboratórios. As visitas para fiscalização devem ser feitas por grupos de trabalhadores diferentes, havendo um rodízio a cada mês e sem aviso prévio aos responsáveis do local. Para mais, deve ser criado uma espécie de aplicativo para salvar os relatórios realizados a cada visita. Espera-se, com essa medida que a realidade atual seja convertida.