O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/10/2020
O uso de animais como cobaias são utilizados em testes de produtos de beleza, vestuário e em pesquisas científicas, como o teste de vacinas e soros. O assunto é bastante complexo, porém vários avanços em pesquisas e foram possíveis por conta dessa atividade. Mesmo com esses avanços é necessário fiscalizar e com isso, em outubro de 2008, foi sancionada a Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em procedimentos científicos e experimentais.
Em 1959, os pesquisadores Russel e Busch, estabeleceram os 3Rs dos animais como cobaias em pesquisas, que seriam: replace (substituir), reduce (reduzir) e refine (refinar). Para eles, os experimentos deveriam ser planejados e bem estruturados antes de fazerem os testes e, se possível, substituir o uso de animais. Com o avanço da tecnologia, hoje, é possível fazer testes em culturas de células e em modelos matemáticos, por exemplo.
A legislação brasileira recomenda que não usarem animais em pesquisas, porém mesmo com os avanços, algumas empresas ainda utilizam cobaias, mas também existem empresas como as de cosméticos, por exemplo, antes utilizavam coelhos para testes de irritabilidade, agora, são utilizados ovos embrionados com segurança e aprovado pelo conselho de ética, no caso do Brasil, o Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA) e as Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAS).
Portanto, para diminuir o uso de animais em experimentos é necessária a substituição deles por outras formas, como simulação, modelos matemáticos e culturas de células e aumentar o número de pesquisas nesse campo para diminuir ou acabar com o uso de cobaias. E nas empresas é preciso aumentar o marketing positivo, isto é, garantir a segurança do produto sem a utilização de animais. Para isso tudo acontecer é evidente que o governo invista em pesquisas no campo de substituição de cobaias e que a população não compre produtos de empresas que utilizem animais em seus experimentos.