O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/10/2020

“Zoo” é uma série oriunda dos Estados Unidos que retrata a promoção de uma revolução dos animais contra os humanos. Em seu enredo, é explicitado que a humanidade tem se posto como espécie dominante no planeta durante séculos. Houve, com isto, a domesticação de animais de distintas espécies, outra parcela foi enjaulada para observação científica e execução de testes, além da exacerbada caça predatória por esporte. Não distante da ficção, atualmente, os debates éticos acerca da eficácia e aplicabilidade de animais no âmbito científico se tornaram mais recorrentes. A partir destes aspectos, convém a discussão das principais consequências positivas e negativas do uso animal em pesquisas científicas em território nacional.

Em primeiro plano, é importante destacar que, a utilização de animais em pesquisas e experimentos médicos são aplicados há muitos anos. A exemplificação disto se dá pelos remédios, dispositivos médicos, procedimentos cirúrgicos e terapias as quais possuímos hoje, que foram obtidas por intermédio de testes e pesquisas em animais. Estes, são o primeiro passo para entender a segurança e as dosagens de novos medicamentos e tratamentos médicos, sempre obedecendo os critérios de utilização e criação em atividades de ensino e pesquisas cientificas. Assim, estudos em seres forneceram conhecimento científico e permitiram a melhoria da qualidade de vida tanto de pessoas quanto de animais, prevenindo e tratando doenças e distúrbios.

Por conseguinte, a ética é a ciência que estuda a moral, isto é, a racionalização para o discernimento do certo e do errado. Logo, a verdadeira atitude ética é saber fundamentar que tanto os animais como os homens, crescem, reproduzem e morrem, contudo, os últimos podem inferir no próprio raciocínio. O homem continuamente está revendo o modo de praticar a ciência, esta que tem que ser aplicada de maneira mais racional possível. Em suma, é muito delicado pensar especificamente e exclusivamente na ciência quando a mesma envolve experiências com animais, nas quais há cientistas que valorizam a vida animal, tratando sua sensibilidade e buscando a diminuição do sofrimento dos mesmos, todavia outros atribuem o valor da vida animal a um vidro de substância química utilizado em experimentos.

Com o intuito de amenização desta problemática, propõe-se que o Estado intervenha propiciando e contribuindo de forma direta em métodos alternativos para substituição dos seres vivos em que haja presteza em relação a efetividade dos testes. Juntamente a isso, a escola pode assumir papel social fundamental na incitação de debates éticos em oposição ao processo de objetificação do animal. Somente assim, será possível a conciliação entre os estudos científicos e os seres vivos de forma mútua, sem prejuízo a nenhuma vertente.