O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 24/10/2020

O uso de animais em pesquisas e teste médicos vem sendo aplicado há muitos anos. Quase todos os remédios, dispositivos médicos, procedimentos cirúrgicos e terapias que temos hoje foram obtidos através de testes e pesquisas em animais. Usar antibióticos, vacinas, transfusões de sangue, quimioterapia ou  algum produto cosmético sem falhas é proveniente da pesquisa com animais.

Apesar de possibilitar inúmeros avanços para a medicina e biologia, ajudando a entender  tudo que ocorre em um corpo o seu uso é alvo de intensos debates éticos, resultado que fez diversos métodos alternativos serem desenvolvidos para mudar essa realidade. Muitos pesquisadores procuram maneiras de reduzir o uso de animais em testes e pesquisas: Devido a inovações na ciência, testes em animais estão sendo substituídos em áreas como testes de toxicidade, que consiste o desenvolvimento de drogas em pele humana.

Embora animais e humanos possam parecer diferentes são muito parecidos em questões fisiológicas. Os animais, de ratos a macacos, têm os mesmos órgãos (coração, pulmões, cérebro, etc.) e sistemas de órgãos (respiratórios, cardiovasculares, nervoso, etc.) que desempenham as mesmas funções quase da mesma maneira. A semelhança significa que os medicamentos usados para tratar animais são os mesmos ou muito semelhantes aos desenvolvidos para tratar pacientes humanos. Existem pequenas diferenças, mas são superadas pelas semelhanças.

Uma alternativa muito eficiente que levou a avanços científicos significativos impactando positivamente a saúde humana é a cultura de células e tecidos. Sua aplicação possibilitou ainda mais a redução do número de animais utilizados em pesquisa. Ao utilizar células e tecidos cultivados in vitro (a resposta do sistema circulatório ou nervoso) os resultados também podem ser mais relevantes e reprodutíveis, uma vez que o controle do experimento é maior e mais fácil, além de se aproximar mais das características humanas. Embora o cultivo in vitro tenha algumas limitações e não consiga ainda simular inteiramente a complexidade de um sistema em vida, apresenta-se como uma ótima alternativa para substituição ou mesmo redução do uso de animais. No cultivo celular, as células podem ser retiradas diretamente de um animal ou ser humano (células primárias) e usadas para uma variedade de experimentos. O cultivo de linhas celulares imortalizadas, por exemplo, evolui continuamente, sendo aplicada em um número cada vez maior de pesquisas contribuindo com os princípios dos 3R. Outro ponto positivo é que a técnica é amplamente aceita na comunidade científica. Pois, fornece resultados confiáveis e reprodutíveis, gerados em um tempo menor, além de ter um custo mais baixo se comparado a experimentos com seres vivos.