O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Sofrimento. Injustiça. Dor. Morte. Esses são apenas uma pequena parte de tudo aquilo pelo qual os animais submetidos a testes laboratoriais passam diariamente. Muitas vezes, os animais utilizados em pesquisas científicas no mundo todo apresentam problemas no organismo e mudanças genéticas após os experimentos, e por vezes, acabam por vir a óbito, apenas em benefício dos seres humanos. E isso é comprovado cientificamente: cerca de 9% dos animais utilizados em testes laboratoriais, que deveriam recobrar a consciência depois de anestesiados, acabam morrendo. Dentre os vários perigos que essa problemática infelizmente acarreta, alguns são: o risco que resultados ineficazes que certos produtos podem trazer aos seres humanos e a crueldade cometida contra os animais nos laboratórios.

Primeiramente, vale ressaltar que produtos testados em animais não têm eficácia 100% comprovada em humanos, até mesmo porque os tecidos de animais de outros filos (biologicamente falando) são diferentes dos tecidos do corpo humano. Um exemplo são os testes em roedores (alguns dos mais usados em testes laboratoriais atualmente), que em apenas 37% dos casos são eficazes na identificação da causa do câncer em humanos, uma doença que é, na maioria dos casos, letal. Portanto, afirmar que os resultados de testes de produtos em animais é totalmente seguro em humanos é um equívoco, e isso pode trazer diversos prejuízos à saúde humana.

Ademais, há ainda a crueldade cometida contra animais em laboratórios do mundo inteiro. A inalação e ingestão forçada de produtos tóxicos e a instalação não segura de aparelhos para teste são apenas pouco daquilo que, diariamente, os animais explorados em laboratórios têm que suportar apenas em benefício aos seres humanos. Prova disso é pesquisa que mostra que, a cada segundo, trinta e três animais são mortos em laboratórios em decorrência de pesquisas e experimentos neles realizados. Tal situação evidencia uma grande perda diária da fauna do planeta, e se o ritmo continuar, é provável que várias espécies entrem em extinção.

Diante dos fatos supracitados, fica evidente que essa problemática tenha um fim. Para isso, cabe ao Estado organizar (de preferência mensalmente) campanhas que abordem a exploração de animais em laboratórios. Isso deve ser feito por meio de palestras ministradas por profissionais da área e distribuição de materiais impressos sobre a alarmante situação, para que empresas e cidadãos se conscientizem sobre tal problemática, a fim de acabar com testes em animais. Além disso, outra alternativa interessante é o incentivo financeiro oferecido pelo Estado às empresas veganas (que não utilizam nada animal em seus produtos), a fim de diminuir a exploração desses animais. A partir dessas ações, espera-se o fim da exploração de animais em pesquisas e testes científicos.