O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Com a implantação dos padrões estéticos, sendo potencializados pela internet, essa que obteve uma expansão considerável após surgir na quarta revolução industrial, é visível o aumento no mercado da beleza. Com isso, o número de testes realizados em animais subiu de maneira rápida, desenvolvendo um processo de tortura continua para com esses. Dessa forma, é indispensável não analisar as consequências dos respectivos testes e pesquisas que utilizam dos animais para comprovação. De tal forma, o incentivo da indústria cosmética e a naturalização da população em relação à essa problemática, as torna passíveis de discursão.
Mormente, é fulcral pontuar que dentro da indústria cosmética é necessária a testagem dos produtos, porém dentre a vasta quantidade de opções, a mais utilizada é a experimentação em animais. Assim, logo após a consolidação do capitalismo, no século XIX, elevando o poder de compra, observou-se um crescente aumento na testagem de produtos cosméticos que seriam utilizados por pessoas. Consequentemente, transformando animais em cobaias e provocando sofrimento à esses, uma vez que sua pelagem é utilizada com mais frequência nesse mercado, provocando dor continua. Além disso, os produtos invasivos também podem desenvolver sintomas de convulsões, que na maioria das vezes são intencionais.
Em segunda análise, é imprescindível salientar que mesmo com a Lei 11,794, que torna obrigatório a implantação de informações relacionadas aos testes em animais nos rótulos de produtos, diversas empresas insistem em descumprir essa lei. Assim, omitindo posicionamentos e impedindo o conhecimento, posto que, se o consumidor não é informado sobre a origem e produção da mercadoria, ele acaba por não intervir nesse tipo de atitude. Contudo, movimentos que condenam tais experimentos tentam difundir tais informações, não obstante, muitas pessoas enfatizam e tornam natural esse processo. Assim, revelando uma indústria que é completamente manipuladora e que corrobora a perpetuação desses procedimentos.
Em suma, é preciso controlar a influencia da indústria de cosméticos e a naturalização dos procedimentos feitos em animais para a resolução dos empasses citados anteriormente. Dessa forma, é de responsabilidade do Poder Legislativo, instância que elabora leis no Brasil, desenvolver um estatuto que reforce à obrigatoriedade da implantação de informações sobre os testes nos rótulos dos produtos. Assim, por meio de fiscalizações periódicas será possível levar tal informação ao consumidor, com o objetivo de frear esses testes e pesquisas. A partir disso, promovendo o bem estar e proteção dos animais.