O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Nas últimas décadas, o Brasil, assim como os outros países, tem passado por grandes progressos tecnológicos. Entretanto, um dos contratempos, em consequência deles, debatidos no cenário atual é o papel dos animais como cobaias em experiências científicas. Em razão das questões éticas, bem como das discussões acerca da eficácia desses experimentos, faz-se necessário discorrer sobre a problemática para mensurar seus efeitos.
A princípio, consideram-se os limites éticos para a exposição dos animais a esses testes científicos. Segundo um apuramento realizado pelo site G1, há uma corrente de neurocientistas que confirmam a existência de consciência nesses seres, ou seja, não são passíveis de sofrimento e dor. Nessa lógica, os indivíduos submetidos aos experimentos sofrem com ferimentos e danos psicológicos a fim de beneficiar o homem, o que é eticamente questionável, uma vez que leva à discussão mencionada na frase atribuída a Maquiavel de que os fins justificam os meios.
Ademais, outra bandeira levantada diz respeito à eficácia dos testes realizados, ou seja, a compatibilidade com o organismo humano. Internacionalmente, cientistas da Universidade de Hopkins publicaram um estudo que provava uma precisão superior nos resultados científicos quando usado um sistema de inteligência artificial desenvolvido que em experimentos nos animais. Nesse sentido, a necessidade de expor esses seres ao sofrimento pode ser revertida em razão das novas descobertas tecnológicas.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio do investimento em pesquisas, busque métodos alternativos de experimentação científica, que garantam a substituição dos animais no processo, como também resultados mais concretos sobre a reação em organismo humano. Espera-se, com isso, eliminar o sofrimento desses seres, bem como garantir o sucesso e o progresso da ciência brasileira.