O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/12/2020

Xenofánes, na crítica aos deuses antropomórficos, questiona a atitude dos seres humanos de colocar as divindidades a sua imagem e semelhança.   Por analogia, é possível obsservar que o homem têm se colocado como superior as outras espécies, e em virtude disso, se acha no direito de submetê-las a testes científicos.   No entanto, é necessário mudar essa concepção, por meio de políticas públicas, bem como substituir os bixos por tecnologias inovadoras.

De acordo com o filósofo, Luiz Felipe Pondé, o Homo Sapiens sabe mais do que deve e menos do que precisa, logo, não se pode colocar-se acima das demais espécies.  Partindo desse pressuposto, é essencial a desconstrução do dogma da superioridade humana, e esse processo deve ser feito mediante intensa propaganda pública, que demonstre a isonomia entre os seres abióticos, pois dessa forma, será criado um pensamento coletivo de que subjulgar os animas a pesquisas científicas é errado.

Segundo a comunidade científica, em muitos casos, o uso de bixos em testes é desnecessário, todavia, essa prática ainda se mantém por razões econômicas.   Um exemplo disso são os produtos cosméticos, haja vista que é dispensável a utilização de ‘‘pet’s’’, e concomitantemente a isso, garantir 100% de segurança aos usuários.    A França adotou esse modelo, substituindo cães, gatos e outros por tecidos epiteliais sinsetizados em laboratório, e mais adiante, programas de simulação em computador.

Por tudo isso, é vital a ação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que através de biólogos, irá reformular a lei número 11.794, que abrenge a aplicabilidade de animais em testes laboratóriais, de modo que o uso dos mesmos em comésticos seja abolido, de tal forma que só seja permitida a metodologia empregada na França.   Além da propagação publicitária em rádios e televisões , que vise informar sobre a amoralidade, e ilegalidade de exercer maus tratos aos bixos.   Tudo isso, afim de destruir o esteriótipo de raça superior, que a milênios permeia no consciente e inconsciente dos seres humanos.