O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 14/06/2021

De 1535 até 1888, no Brasil, negros eram torturados, submetidos a maus tratos e viviam em condições de vida precária. Já em 1939 a 1945, experiências científicos cruéis foram realizados em uma grande quantidade de cobaias humanas que estavam detidas nos campos de concentração do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Anos depois, comportamentos contemporâneos são reflexo do passado. Os maus tratos, torturas e as cruéis pesquisas científicas ainda acontecem em seres vivos com sistema nervoso, podendo lhes causar debilitação grave ou até a morte de vários animais.

A princípio, deve-se levar em consideração a violência contra os animais. Assim como na frase de Albert Einstein “Tornou-se chocantemente obvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”, o ser humano, sempre com seu senso de superioridade, vem destruindo o mundo em prol de seu próprio crescimento explorando o mais fraco. Com os avanços nas pesquisas cientificas não é diferente. Se preciso for machucar, lesionar ou cortar um animal para que se avance cientificamente não vai importar o quanto ele sofra. Muita gente desconsidera que o animal fica traumatizado e que tem sistema nervoso que lhes permite sentir dor como qualquer ser humano. Dessa forma, os testes em animais necessitam ser substituídos para promover o bem estar de milhares deles.

Em seguida, cabe argumentar também a respeito da morte de animais por causas de pesquisas e testes. A Declaração Universal dos Direitos dos Animais diz que o ser humano não o tem direito de exterminar, explorar, nem submeter nenhum animal a maus tratos e caso seja necessária a morte do animal, ela tem que ser rápida, sem dor e angustia. Muito pelo contrário, a realidade nos centros de pesquisa é que eles morrem de tanta dor, esgotamento de energia, fraqueza, perca de sangue ou pelo uso de medicamentos que lhes foram fatais. Sendo assim, a lei de proteção aos animais é infringida, necessitando de uma mais rigorosa.

Por fim, percebe-se que o uso de animais em testes e pesquisas cientificas precisa ser extinto. Para tanto, é necessário que o Ibama, em parceria com o poder legislativo, aprovem o projeto de lei 1031/21 que proíbe, em todo território nacional, o uso de animais em testes de qualquer tipo. Em adição, as empresas devem investir em voluntários humanos, maiores de idade, que tenham passado antes por provação psicológica e recebam remuneração para que sejam realizadas pesquisas neles. Da mesma forma, invistam nos testes in vitro, esses testes usam células e tecidos criados artificialmente, que serão confeccionados por engenheiros biotecnológicos contratos pelas empresas responsáveis por testes dermatológicos, para que se possa fazer o estudo e a manipulação necessária através deles, sem precisar do uso de animais.