O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
De acordo com a Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais cerca de 115 milhões de animais são usados em pesquisas, por ano, em todo o mundo, sendo que três milhões morrem. Tal fato, faz referência ao uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, contextualizando com os meus tratos dos animais em testes laboratoriais e em alguns casos esses experimentos científicos em animais poderiam ser substituído por métodos alternativos. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os maus tratos em animais. Os testes de laboratório podem fazer com que os animais sofram dores, lesões e doenças mentais. As últimas pesquisas de neurocientistas mostram que todos os mamíferos e pássaros, possuem substratos do sistema nervoso que produzem consciência e comportamento deliberado, ou seja, sentem dor. Desse modo, é justo os animais sofrerem para a obtenção de medicamentos e produtos que beneficiam o homem? Com tamanha tecnologia há alternativas capazes de substituir o uso de animais. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar que a cultura de células e tecidos é uma alternativa muito eficiente. Nesse sentido, técnicas como o “in vitro” apresenta como uma ótima alternativa para substituir os testes em animais. Além disso, os resultados também podem ser mais relevantes e reprodutíveis, uma vez que o controle do experimento é maior e mais fácil, além de se aproximar mais das características humanas. Entretanto, ainda não há como substituí-lo em todos os testes, mas sempre que existir um método alternativo com eficácia comprovada, ele deve ser substituído.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Governo Federal implante campanhas de conscientização sobre testes em animais e o uso de métodos alternativos. Seguidamente, o legislador responsável pela lei deve banir a pesquisa com animais e impor multas aos laboratórios que não atendam às normas de proteção aos animais e redução de comportamentos cruéis. Somente assim, será possível resolver este problema.