O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Segundo a Lei nº 11.794, Art. 5° em conjunto com o Art. 14° afirmam que os animais devem ser utilizados em experiências laboratoriais apenas quando não há outra opção e devem seguir a constituição de Comissões de Ética no Uso de Animais. Porém, é evidente que tais leis não são seguidas na realidade brasileira, observando os fatos de maus-tratos desnecessários da indústria cosmética e da moral antropocêntrica egoísta do ser humano. Diante disso, a necessidade uma solução é indispensável.
Em primeira análise, há a indústria cosmética, a qual obtém seus produtos através do uso de animais machucando-os sem necessidade, visto que atualmente a tecnologia possui outras formas de ganho de resultados - estes que já são utilizados na Europa, em países como a França e Itália, através da doação de epiderme humana. No âmbito social brasileiro, marcas como Avon, Mary Kay, Johnson&Johnson, MAC, e entre outros muito vendidos e conhecidos mundialmente usam tal metodologia, e muitos de seus clientes estão alheios disso. Dado que tais itens são mais voltados para a estética do que saúde, é notório que o uso de animais em seus testes são atos de crueldade e abuso pelo lucro adquirido e que podem ser dispensados.
Segundamente, a centralização do ser humano em si mesmo e menosprezo de outras espécies é vital nessa situação, já que as pessoas se colocam acima de outras espécies animais pelo fato de sua capacidade intelectual maior, e assim se dão o direito de, além de diminuir os outros seres em sua hierarquia, também os maltratam por não entendê-los. Com isso, pode-se ver a quebra da moral humana argumentada pelo filósofo Kant. A obra cinematográfica “Tartarugas Ninjas 2” comprova tal argumentação, na qual as tartarugas, depois de experimentos em laboratório, foram geneticamente modificadas, e mesmo que salvassem a cidade em que viviam e ajudassem a sociedade, não foram bem aceitos e considerados como ameaça à humanidade; nisso vê-se a recusa humana em aceitar ou se igualar hierarquicamente a outras espécies, mesmo que sejam os causadores de suas dores.
Diante dessa situação preocupante, é vital que medidas atenuantes sejam tomadas. Através de investimentos do Estado e de indústrias privatizadas - utilizadoras desses animais - em tecnologia avançada para a substituição dos atuais métodos (sobretudo cosméticos), e a criação de testes voluntários humanos, voltados para experimentos farmacêuticos essenciais a saúde, e em ambos os casos utilizando a biologia molecular que cresce gradativamente e diminui os maiores riscos. Assim, a fim de de acabar com o abuso animal para objetivos humanos, há a possibilidade de um mundo melhor.