O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Segundo o co-fundador do Greenpeace, Paul Watson, a inteligência é a habilidade que as espécies têm para viverem em harmonia. Entretanto, seguindo a lógica do ativista, o brasileiro se mostra ignorante, uma vez que, ao usar animais em pesquisas e testes científicos, demonstra a incapacidade de viver em consonância com outros animais. Nesse contexto, é mister que essa problemática seja enfrentada, tanto pelo avanço do capitalismo quanto ao abuso dessas criaturas a fins irrelevantes.

Em primeiro plano, é oportuno frisar que a cega procura pelo acúmulo de capital intensifica o problema abordado. Com o advento das Revoluções Industriais, houve inúmeras transformações tecnológicas. Essa mudança possibilitou o avanço do setor farmacêutico que, infelizmente, seguiu um caminho inesperado: a busca pela lucro em detrimento da saúde de outros animais. Dessa forma, o Homem abusa de seu poder e afeta o equilíbrio de todo um ecossistema por causa da incessável busca por capital. É perceptível, portanto, a importância de combate a essa barbárie.

Ademais, o uso de animais para testes de produtos cosméticos mostra a indiferença humana perante outras espécies. Para amenizar isso, o ex governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (2014), sancionou o projeto de lei 777/2013, que proíbe o uso de animais em testes e pesquisa para cosméticos. Essa medida se faz extremamente importante, haja vista que, ao fazer a atrocidade supracitada, o Homem admite que mais vale sua estética ou seu cheiro do que a vida ou o bem-estar físico de outro ser.

Por fim, é conveniente a apresentação de ações exequíveis que se oponham ao drama elucidado. Para tal, a Coordenação Nacional de Proteção e Defesa ao Animal - que compõe o Ministério do Meio Ambiente - deve propor um incentivo a busca por novas metodologias científicas à setores farmacêuticos e cosméticos a fim de conter a obtenção de benefício humano em detrimento de outras espécies. Isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais que possibilitem investimentos nessas pesquisas. Assim, o Homem estará mais próximo da inteligência defendida por Paul Watson.