O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Desde o princípio da medicina, antes mesmo da Grécia Antiga, os animais eram usados em experiências. Seja para entender a fisiologia dos órgãos e sistemas ou mesmo para aprimorar as habilidades em cirurgias. Porém, o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil esta sendo cada vez mais criticado. Visto que os animais muitas vezes sofrem dores físicas e psicológicas. Além disso, cientistas estão buscando novas formas de realizar os testes.

Sob esse viés, é possível afirmar que o uso de animais nas pesquisas é antiético. Segundo o filosofo Aristóteles, a prudência é a capacidade humana de escolher, baseado na razão, a prática mais adequada à finalidade ética, ao que é bom para si e para os outros. Nesse sentido, o ser humano quando utiliza dos animais está pensando somente em seu próprio benefício, e assim não respeita a ética. Torna-se evidente, portanto, que os pesquisadores se colocam superiores ao animais, e não se importam com a dor sofrida por eles.

Consequentemente, alguns cientistas preocupados com esse problema estão buscando meios alternativos para realizar os experimentos e seguem o principio dos 3R, ou seja, redução, refinamento e substituição dos seres vivos. Diante disso, observa-se que com as inovações na ciência, testes em animais estão sendo trocados. Nos últimos anos o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) reconheceu 17 métodos alternativos para o uso na pesquisa brasileira, como, por exemplo, a cultura de células e tecidos. Sendo assim, com o avanço da ciência, o uso de animais será reduzido cada vez mais.

Portanto, o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil tende a diminuir ao passar dos anos. Para que isso ocorra, é necessário que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), aumente a fiscalização nas instituições de pesquisa, para que sigam a Lei 11.794, a fim de garantir a ética e a proteção dos animais. Além disso, com o investimento do governo em pesquisas científicas, os cientistas terão mais recurso para desenvolver seus projetos. Dessa maneira, o uso de seres vivos em pesquisas poderá ser reduzido.