O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
“stop a vida parou ou foi o automóvel?” O poema de Carlos Drummond de Andrade remonta o contexto de inovações tecnológicas do século XX. Atualmente, no século XXI, tais inovações já configuram na chamada “Quarta Revolução Industrial”, que dentre as técnicas desenvolvidas está a biotecnologia. Entretanto, esse desenvolvimento técnico tem trazido algumas contestações quanto ao uso de animais em pesquisas científicas, configurando assim, uma problemática relacionado à bioética e que necessita ser ponderada.
Deve-se pontuar, de início, que o uso de animais em algumas pesquisas científicas ainda é imprescindível. Nesse contexto, para que ocorra o desenvolvimento de medicamentos, verificações e comprovações em animais são necessárias, como ocorre na produção do soro, na qual o plasma de cavalos são utilizados. Sendo assim, deve-se haver uma análise de situações nas quais o uso de tais animais é realmente necessário, além de uma verificação do respeito à bioética na utilização destes.
Em segundo plano, destacam-se as inovações tecnológicas que permitem a substituição do uso de animais. Destarde, o desenvolvimento de novas tecnicas já permitem que várias industrias testem seus produtos por diferentes meios, como o que ocorre nas industrias de cosméticos. Dessa forma, pesquisas que visem ao estudo de tais técnicas são importantes, posto que poderão cercear o uso de animais.
Por fim, ações devem ser tomadas, visando resolver tal problemática. Nesse viés, compete aos institutos de proteção aos animais fiscalizarem, por meio de visitações, fábricas e indústrias que ainda utilizem cobaias nas comprovações científicas, objetivando verificar o cumprimento dos valores bioéticos. Ademais, cabe às instituições de ensino superior incentivarem, por meio de pesquisas, o desenvolvimento de novas técnicas que possam substituir o uso de animais em testes. Feito isso, as inovações tecnológicas poderão ser benéficas aos humanos, sem afetar aos animais.