O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Experimentação em animais

É muito discutida a necessidade de cobaias animais para pesquisas científicas no contexto social de debates sobre direitos. Considerando os direitos dos animais, é moral utilizá-los em testes com o fim de produzir recursos garantidos a funcionar em humanos? Ainda, será possível, no futuro, abandonar essa prática? Tendo em vista que seu objetivo é atestar a segurança do produto em questão, depende do caso. Em farmacêuticos, conclui-se que é indispensável. Há, porém, melhorias a serem feitas.

Em primeiro lugar, sobre os cosméticos, sua produção envolve experimentação em bichos, o que não é necessário atualmente. Em setembro de 2019, foi criado o primeiro laboratório da América Latina destinado à criação de pele humana, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esse tipo de produção, disseminada, substituirá os animais. Por enquanto, todavia, isso só se aplica aos cosméticos. A indústria farmacêutica, diferentemente, leva em conta o organismo inteiro, o que é muito à frente dos recursos disponíveis hoje em dia. Para fabricar medicamentos, é necessário testar em indivíduos vivos semelhantes à nós para confirmar que não apresenta riscos a saúde humana.

Levando isso em conta, em segundo lugar, é preciso monitorar rigorosamente se as cobaias estão sendo bem tratadas no experimento científico ou teste de fármaco, tanto pelo bem do animal quanto para que o teste seja realizado com eficiência. As vidas dos espécimes devem ser minimamente alteradas: mantê-los em ambientes confortáveis, que não os estressem, além de não os infligir ações que ofendam a sua dignidade deve ser o padrão.

Atendendo a essas circunstâncias e reconhecendo quando os testes em animais são necessários ou não, as pesquisas podem prosseguir sem problemas. Já sobre as produções cosméticas, para acelerar o processo de substituição das cobaias, o governo deve, por meio de Lei Orçamentária, investir mais em laboratórios e universidades que visam desenvolver métodos alternativos de testes, como aquele na UFRJ, disseminando-os pelo país e tornando cada vez menos comum a utilização de animais. Com essas mudanças graduais, os direitos dos animais são garantidos sem prejudicar o desenvolvimento da ciência. Na verdade, estimula-se a busca por avanços mais justos.