O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

A revolução científica, iniciada no século XV, possibilitou o avanço do empirismo a fim de comprovar hipóteses. Entretanto, apesar da importância das pesquisas empíricas no Brasil, e dos diversos benefícios à sociedade, há ainda o debate acerca da realização desses estudos por meio de animais cobaias. Tal problemática origina-se da falta de meios alternativos para os testes, resultando em graves consequências a animais.

Em primeira análise, é necessário avaliar a escassez de tecnologias que simulem ações do corpo humano. Conforme afirma Silvana Gorniak, pesquisadora, há atividades complexas humanas que, atualmente, não podem ser representadas digitalmente. Ou seja, apesar das Revoluções Industriais e suas contribuições tecnológicas, a possibilidade de total simulação do corpo não é possível. Dessa forma, os cientistas são induzidos a utilizar animais de estruturas semelhantes para os testes.

Em segunda análise, é fundamental reconhecer que diversos estudos estão sujeitos a falhar. Assim sendo, ao submeter animais ao processo, estes estão expostos a sofrer as consequências dessas experiências falhas. É possível, então, o desenvolvimento de úlceras, cegueira, inflamações, hemorragias, além do alto risco de morte. Segundo relatos de cientistas que realizaram esses experimentos, a utilização de coelhos para testar produtos oculares, por exemplo, acaba por gerar irritações e dores enormes; além disso, os animais são amarrados para evitar a automutilação que os livraria dessas aflições.

Portanto, a fim de reduzir os altos índices da utilização de animais em pesquisas científicas devido à carência de métodos alternativos para todos os testes no Brasil, mudanças são essenciais. Nesse contexto, o Governo deve incentivar, por meio de empréstimos e investimentos, a busca rápida por tecnologias que possam simular todo o corpo humano. Dessa forma, espera-se que para testes de todas as áreas existam mecanismos inovadores poupando, assim, os animais e demonstrando um incentivo mais ético aos estudos brasileiros.