O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Segundo o filósofo Rene Descartes, os animais não possuem alma, e por conseguinte, são imunes a dor. Logo, seguindo a lógica do filósofo, não haveria malefícios no uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. No entanto, tal afirmação está incorreta, pois essas pesquisas geram transtornos psicológicos nos animais e em alguns casos, não há eficiência nos testes realizados. Sendo assim, é imprescindível medidas capazes de minimizar a problemática.

Mormente, há comprovações de que as pesquisas feitas em animais causam sofrimento e transtornos psicológicos para eles. No livro ‘‘A revolução dos bichos’’, de George Oswell, os bichos decidem se rebelar contra os humanos, por conta dos maus-tratos recebidos pelos mesmos durante anos. Apesar de ser uma obra de ficção, é imperioso repensar se há necessidade de animais em experimentos científicos, visto que tais testes resultam em sofrimento para as cobaias.

Ademais, apesar dos animais serem as principais cobaias em pesquisas científicas, há estudos que comprovam que os resultados gerados não são 100% confiavéis. Segundo o G1, institutos nacionais de pesquisas comprovaram que 95% dos testes realizados em animais são ineficientes, pois quando testados em humanos não apresentam os mesmos resultados, e podem até serem perigosos. Portanto, pode-se concluir que é crueldade utilizar animais, se no final as pesquisas não geram resultados eficazes.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar a problemática. Sendo assim, o Governo Federal -responsavél pela administração do Estado- deve pôr em prática o que está escrito na lei Arouca, e estabelecer normas para o uso e cuidado dos animais, através de inspeções mensais em laboratórios, afim de identificar se há existência de maus-tratos aos animais. Também, é necessário que exista uma fiscalização na hora da utilização de animais em testes científicos, com o intuito de evitar que essas cobaias sejam usadas sem um propósito aceitável.