O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Ética em frente a ciência
Quando falamos em animais muitas vezes nos esquecemos que eles são algo vivo e que sentem amor, alegria, e dor. Ao discutir o uso de animais como cobaias para pesquisas científicas, temos que primeiro nos lembrar que eles sim, são vivos, que merecem estar neste mundo tanto quanto nós, e que não são nossos escravos.
Os animais submetidos a testes nem sempre são tratados devidamente, como estabelecido por lei; e há lógica nisso, pois se eles podem ser tratados como rascunhos, não há nada mais lógico que poder riscá-los e estragá-los, afinal seu destino final é o lixo, a morte, o fim. Não, primeiramente devemos admitir que essa ideia de que eles são o rascunho, que podem ser cobaias porque não importam, está muito errada. Eles nasceram, igual a todos nós, e igualmente quando subetidos a testes eles sentem dor. Obrigar criaturas indefesas a sentir dor para nós nos sentirmos mais confortáveis é algo abominável.
Também devemos considerar a lei, que por mais exclusiva que seja passa a mensagem errada. Se por necessidade extrema nós podemos fazer dos animais voluntários forçados, o que garante que nós não seremos os próximos, se chegar a um ponto extremo? A ideia expressa é a mesma.
Diversos cientistas defendem que o auxílio é essencial para a criação de diversos medicamentos, e que são poucos os que não necessitam dos animais para o aperfeiçoamento. Se colocássemos os mesmos esforços que colocamos nos animais em encontrar uma forma de teste que não fosse cruel a ninguém, com certeza já teríamos uma resposta. Existe um ditado que diz “não faça com o outro o que você não quer que seja feito com você”; temos de nos lembrar que isso vale para os animais também. Se nos esforçarmos, como uma comunidade, podemos encontrar uma solução muito mais ética.