O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

O uso de animais em pesquisas e testes científicos não é novidade para ninguém e, recentemente - considerando os milhares de anos que essa prática acontece -, a constituição brasileira criou a lei Arouca, que estabelece regras de cuidados e certas infraestruturas para os animais. Entretanto, essa norma não erradica essa atividade nem vários problemas devidos a ela, sobretudo o maltrato aos animais.

Em primeira instância, vale destacar que animais, como camundongos, coelhos e macacos, são utilizados para testar diversos procedimentos, por exemplo vacinas, produtos cosméticos, remédios e novos tratamentos para doenças, a  fim da observação de como essas substâncias podem reagir no organismo humano. Sendo assim, eles, na forma de cobaias, sofrem com dores, ferimentos, transtornos psicológicos, chegando até a morte. Diante a isso, há um grande debate ético quanto ao uso de animais em pesquisas. Essas discussões surgiram pela década de 70, por mérito de dois cientístas ingleses, William Russel e Rex Burch, e o filósofo, Peter Singer, que alertaram sobre o tratamento dos animais nos testes e defenderam os “bichinhos”.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que o avanço tecnológico contruibui para a diminuição dos animais em pesquisas e testes científicos, uma vez que proporciona outras alternativas para realizar o mesmo procedimento. As simulações computacionais e modelos criados in vitro são maneira auxiliadas pela tecnologia. No entanto, a utilização dessas tecnologias é muito difícil pois seu acesso ainda é de custo bastante elevado.

A utilização dos animais em pesquisas e testes científicos, portanto, é prejudicial a esses seres vivos visto que são maltratados, porém, com a lei Arouca, o Brasil deu um grande passo para acabar com esses procedimentos. Com o propósito de eliminar essa prática, o Ministério do Meio Ambiente (IBAMA), que é responsável pelos recursos naturais e pela proteção dos animais, por meio de suas verbas, deve investir em novos meios de pesquisa que não se utilizem desses seres e fazer campanhas a empresas que já usam outras metodologias, que não necessitam deles; assim possibilitando uma sociedade mais amiga dos animais.