O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O uso de animais em pesquisas e testes científicos é uma prática comum em todos os lugares do mundo. Entretanto, a pauta é motivo de dabate por, em alguns casos, ser considerada cruel. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche defende que o ato da crueldade é um dos prazeres mais antigos da humanidade. Nessa perspectiva, ativistas em prol dos animais afirmam que usá-los em testes é uma ação inclemente e que deve ser contida. Por outro lado, a ciência argumenta que esse uso é imprescindível e necessário para a manutenção da saúde. Sendo assim, a busca por um equílibrio na opinião pública se faz extremamente urgente.
Em primeira análise, a utilização desses seres vivos em pesquisas é vista como uma prática abominável por defensores dos animais. Segundo os mesmos, o uso de bichos em testes, mesmo sendo legalizado, muitas vezes não está de acordo com a ética. Nesse contexto, institutos de defesa dos animais defendem que existem meios alternativos que poderiam ser aderidos no campo da ciência.
Em segunda análise, a ciência se contrapõe às falas dos ativistas, afirmando que o uso de seres vivos em testes ainda é essencial. A ascensão da tecnologia, corolário principalmente da Segunda Revolção Industrial, possibilitou a criação de métodos alternativos, os que se mostram cada vez mais eficazes. Entretanto, alguns casos ainda requerem a utilização de representantes do Reino Animal e, de acordo com profissionais da área, esse uso ainda é insubstituível.
Portanto, as discordâncias presentes na sociedade relacionadas aos testes em animais precisam entrar em harmonia. Sendo assim, o Estado possui um papel fundamental nesse debate, investindo em estudos que visam a criação de meios alternativos mais eficientes e disponibilizando verbas para que a utilização desses meios seja possível. O papel da ciência também também é essencial na luta contra crueldade, estabelecendo práticas que respeitem a ética e a vida dos seres usados nos testes. Outrossim, os institutos e a sociedade como um todo podem fazer sua parte, optanto por empresas que não utilizam animais em testes e denunciando as que fazem o uso de atos cruéis. Apenas quando o prazer pela crueldade, defendido por Nietzsche, for exterminado a vida estará sendo valorizada.