O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

A Lei Arouca, aprovada em outubro de 2008 no Brasil, regulamentou a criação de animais para serem utilizados em pesquisas científicas. Ainda assim, existe um manejo completamente abjeto desses em tais pesquisas por falta de fiscalização para que haja um comportamento ético e moral com esses seres. Unido a isso, há uma carência de instrução da população sobre o respeito que se deve ter, pois esses são seres irracionais e que não escolheram participar desses testes, eles estão inconscientemente ajudando no avanço da ciência e merecem ser bem tratados.

Dessarte, à luz do discurso de Ovídio em sua obra “Heroides”, sabe-se que “O fim justifica os meios”. Dessa maneira, fica evidente que, por haver ótimos resultados para o avanço da ciência, a fiscalização, muitas vezes, deixa passar os maus tratos que os animais sofrem no processo de testes e pesquisas científicas no Brasil. Assim, pode-se perceber o quão desonesto esse meio é visando as consequências vantajosos desses procedimentos.

Outrossim, nos debates brasileiros encontra-se muito valor no discurso de Stuart Mill ao dizer que “Sobre seu corpo e mente, o indivíduo é soberano”. Entretanto, esse discurso é direcionado exclusivamente para os seres humanos e descarta-se o fato de que os bichos, apesar de irracionais, são seres com sentidos, capazes de sofrer, e que não deveriam ter seus corpos violados como em muitos testes. Dessa forma, fica claro como esse é um problema estrutural de valorização da vida em uma sociedade que consegue passar por cima de valores em prol do desenvolvimento científico.

Se faz necessária, portanto, a criação, pelo governo, de um instituto que cuide exclusivamente dos animais destinados a testes e pesquisas cientificas, o Instituto Animais em Pesquisa. Logo, será possível ter profissionais responsáveis exclusivamente por zelar pela dignidade e integridade desses animais e fazer a fiscalização adequada da Lei Arouca. Com isso, os animais no Brasil serão devidamente respeitados e conseguirão ter uma melhor qualidade de vida, que é o que merecem.