O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Na segunda produção cinematográfica de “Meu Malvado Favorito”, é apresentado um laboratório secreto de super vilões que desenvolveu o soro “PX41”, o qual foram utilizados diversos animais para realização de seus testes. Fora da ficção, o uso de animais em pesquisas e testes científicos é uma realidade na sociedade brasileira que traz diversos problemas e debates acerca de sua aplicação. Dessa forma, urge a necessidade de analisar as causas e consequências da problemática e assim elaborar soluções para reverter esse quadro.
Primeiramente, os testes em laboratórios causam sofrimento, ferimentos e transtorno aos animais, fazendo com que os benefícios para a espécie humana sejam obtidos às custas de outras espécies. Nesse sentido, o caso divulgado pelo G1 em que um grupo de ativistas invadiram um laboratório de pesquisas científicas e levaram 178 cães e sete coelhos por causa de supostos maus-tratos, evidencia a crueldade presente na problemática. Dessa maneira, apesar dos estudos serem vantajosos para o ser humano, eles não trazem benefícios para nenhuma outra espécie, além de prejudicar a saúde das cobaias utilizadas para obtenção dos resultados, podendo ser considerado uma forma de exploração animal.
Ademais, os resultados das pesquisas podem, em alguns casos, não ser exatos e acabar não funcionando mesmo após a fase de testes. Nesse contexto, segundo o biólogo e pesquisador da Universidade Federal Fluminense, Róber Bachinski, apenas 5% a 12% dos produtos que passam em testes em animais são aprovados em humanos. Posto isso, é evidente que uma grande parcela dos testes não são eficazes, fazendo com que o método de uso de cobaias não seja vantajoso tanto para outras espécies, como para o ramo da medicina, que pode buscar novos métodos mais eficientes para realização dos experimentos.
Portanto, urge a necessidade de buscar alternativas para combater o uso de animais em pesquisas, visto que o mesmo apresenta diversas falhas. Assim, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com o ministério da saúde, deve investir em tecnologias que possibilitem a realização de testes por meio de computadores, sem necessitar do uso de cobaias, e assim converter a forma como é realizada as pesquisas. Em paralelo, a mídia em parceria com Organizações não Governamentais, deve buscar divulgar a importância de combater tal problemática. Com isso, a espécie humana poderá viver em harmonia com as outras formas de vida do planeta.