O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell retrata fielmente o título: uma revolta dos animais contra os humanos devido a mal tratos sofridos por aqueles cotidianamente. Entretanto, na realidade, os animais suportam práticas humanas maldosas, por serem incapazes de se rebelarem como na ficção. Sob esse viés, um exemplo disso é o sofrimento silencioso daqueles ao serem usados como cobaias para pesquisas científicas. Portanto é imperioso a discussão sobre esse quadro.
Em primeiro plano, deve-se salientar que, segundo neurocientistas, os animais possuem substratos neurológicos que geram a sua consciência, sendo similar ao sistema nervoso humano, ou seja, eles sentem dor. Assim, tendo em vista que tais testes causam sofrimentos, ferimentos e transtornos psicológicos aos indefesos, pode-se inferir que esse emprego fere os princípios éticos da sociedade ao compactuar com a crueldade.
Ademais, é imprescindível ressaltar que não há completa eficácia de testes em animais. De acordo com o Projeto Esperança Animal (PEA), existem várias diferenças biológicas entre eles e os humanos, o que impossibilita essa validade. Tal circunstância é retratada na série “Dr. House”, quando ocorre a utilização de camundongos, por auxilio do protagonista, para testar um remédio inovador, no qual é eficaz para esses seres, porém, em humanos, geraram inúmeros tumores.
Diante do exposto, cabe ao governo fazer campanhas, por meios televisivos, palestras ou manifestações, afim de conscientizar a população a respeito da ineficácia de produtos testados em animais e sensibiliza-los quanto as dores sofridas por esses. Ainda, é essencial que o Poder Legislativo, crie uma lei que proíba e condene os indivíduos que praticarem tal atividade. Assim, pelo menos uma das práticas antiéticas serão banidas da sociedade.