O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Testes na Ciência
A utilização de animais para experimentações é motivo de muitas discussões que apresentam dois polos claros e distintos tomando como partido a ética e a ciência. O avanço de pesquisas científicas começa a apresentar meios alternativos de testagem de produtos, como o cultivo de culturas de células em laboratório, assim a utilização de animais volta a ser severamente questionada.
Referente ao uso das células e tecidos cultivados “in vitro”, esses são muito eficientes para testar cosméticos por conta da maior aproximação das características humanas e poderem ser mais facilmente controladas em laboratórios. Defensores dos direitos dos animais são grandes apoiadores dessa alternativa, expondo pensamentos similares ao de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão que concordava com a concepção antropocêntrica de que os animais não existem somente para servir para os humanos e criticava seriamente a crueldade animal.
Em contraponto, para remédios farmacêuticos, a utilização de animais continua sendo a mais indicada e apoiada por cientistas pela sua precisão referente ao sistema de funcionamento interno. Camundongos compartilham cerca de 99% de seu DNA com os seres humanos e funcionamento muito semelante de diversos sistemas do corpo. Para obter uma medicação segura para o consumo humano, ainda são necessários ensaios em animais.
Levando em consideração os aspectos mencionados é possível concluir que não é possível a abolição total da testagem animal, mas ela pode ser evitada ao máximo. A solução possível é encontrada no equilíbrio, sempre que possível fazer experimentos em tecidos e células “in vitro” e se for de extrema necessidade realizar nos animais, sempre de acordo com a lei e seguindo corretamente os protocolos adequados.