O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O avanço da ciência possibilitou uma grande melhorar na qualidade de vida dos humanos, a exemplo da criação de remédios e cosméticos. Contudo, esse progresso advêm, muitas vezes, de testes em animais. Essa prática é mantida, principalmente, pelo descaso pela vida desses seres, bem como, pela falta de busca por alternativa pra esse processo. Apesar de ainda necessários, o uso desses meios precisa ser discutido e revisto.
Convém ressaltar, a princípio, que não se é dada a devida importância ao bem estar das cobaias, dessa forma há pouco repúdio a certas atrocidades cometidas. Essa realidade corrobora com o pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, em seu conceito “A Banalidade do Mal”, no qual elabora a questão da possibilidade do ato mais horrendo se tornar algo corriqueiro. Dessa forma, isso é aplicado na medida em que se torna comum submeter bichos a experimentos e não se importar com os riscos e efeitos colaterais gerados, os quais são graves demais para serem ignorados.
Nesse viés, percebe-se a falta de interesse da indústria na busca por métodos alternativos para realizar os testes. Devido ao alto custo e demora desse tipo de pesquisa. Entretanto, tal justificativa é falha, pois utilizar seres vivos como cobaia é extremamente caro e uma solução para esse problema reduziria os custos de muitos experimentos.
Portanto, fica evidente a necessidade de intervenção. Em vista disso, é dever do governo, impulsionar pesquisas que busquem uma alternativa para evitar os maus tratos aos animais, com o fito de não só reduzir custos, mas também prezar pela vida dos animais. Aliado a isso, empresas que ainda realizem esse tipo de teste, devem proporcionar uma melhor qualidade de vida aos bichos, com constantes limpezas nas gaiolas, boa alimentação e tentar evitar sua morte ao máximo, a fim de prestar o devido tratamento àqueles os quais permitem o rápido avanço científico. A humanidade avançou muito graças aos animais, está na hora de demonstrar um mínimo de gratidão.