O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Desde a revolução industrial, no século XVIII, a humanidade passou por diversas inovações, principalmente com o desenvolvimento de pesquisas que utilizam cobaias. Nesse contexto, os debates sobre o uso de animais em pesquisas científicas no Brasil ganhou força, pois a prática é vista de maneira dúbia, haja vista que há quem concorde e quem discorde. Sendo assim, deve-se considerar que a lógica capitalista e a falta de alternativas são dois grandes entraves para o avanço da discusssão sobre a problemática e seus limites.

Convém analisar, a princípio, que a busca incessante pelo lucro movimenta muitos setores de pesquisa e inovação, a exemplo o de cosméticos, que precisam testar seus compostos em animais antes de exporem aos humanos. Dessa forma, os efeitos de tais exames em seres não humanos pode ser nocivo aos mesmos, com a possibilidade de causar sofrimento e até a morte, tudo em nome de resultados que sejam lucrativos. Seguindo tal lógica, o líder pacifista indiano Mahtma Gandhi ressalta que: “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância”, ou seja, Gandhi ajuda a esclarecer que o homem não deve abusar demais da natureza em busca de dinheiro, baseado nisso, os testes em animais devem ser minimizados se sua natureza não for urgente.

Outrossim, deve-se levar em consideração a falta de modelos alternativos para os experimentos, uma vez que a ciência ainda não evoluiu o bastante para reproduzir com perfeição um organismo vivo em laboratório. Com isso posto, tem que se ponderar entre a precisão científica para as causas nobres e urgentes e o respeito a vida dos animais, o que pode ser feito em apenas alguns ramos da indústria, como, por exemplo, a suspensão de testes cosméticos em animais, algo que não pode ser feito para medicamentos que precisam levar em consideração a reação de todo o organismo. Dessa maneira, é visível que faltam alternativas para o uso de animais, o que pode ser solucionado através de buscas por métodos alternativos, para evitar mais sofrimento desnecessário a tais seres vivos.

Portanto, torna-se evidente que tal problema é desagregador e precisa ser atenuado. Logo, o Governo Federal deve, por meio de políticas públicas, investir em uma melhor fiscalização e em um desenvolvimento por outras opções de teste que não sejam seres vivos, com finalidade de incentivar a substituição de experiências em animais onde for possível e dialogar de forma científica para encontrar outra solução viável à questão. Dessa maneira, com tais medidas, teria-se um país no qual, segundo o pensamento de Gandhi, respeitaria os limites da natureza e os direitos dos animais.