O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Uma experiência científica realizada em um chimpanzé resultou no desenvolvimento de uma inteligência superior, sendo este responsável por liderar uma rebelião contra os seres humanos com vistas a dominar o planeta. Esta realidade ficcional, protagonizada no filme “Planeta dos macacos: a origem”, resgata práticas executadas  no início do século XVII, para fins experimentais, medicinais e  lucrativos, mas que ocasionam um grande impacto no bem-estar desses seres vivos. Com isso, o mínimo investimento governamental destinado a pesquisas, somado a pouca fiscalização estatal, corroboram para o uso antiético de animais em laboratórios.

É importante pontuar inicialmente, que o governo inviabiliza estudos, a qual visem buscar alternativas para a substituição dos animais como fonte de experimentos, devido ao pouco incentivo financeiro. Com isso, o uso desses seres se tornam ainda mais indispensáveis para o trabalho científico, visto que, técnicas in vitro não satisfazem à todos os setores de testes. Exemplo disso, foi uma pesquisa realizada e exposta no poratal g1, em que afirma que os setores de vacinação e medicamentos são os mais complexos e por isso necessitam da presença de animais para os testes científicos.

Ademais, a ineficácia das leis é reflexo da ausência de um supervisão em instituições laboratoriais que fazem uso dessa prática. Acerca disso, o francês Cardeal de Richileu afirmou que, “Fazer uma lei e não velar pela sua execução, é o mesmo que autorizar aquilo que queremos proibir”. Analogamente com o pensamento do autor, é perceptível que os casos de maus tratos a esses animais serão cada vez mais ocorridos e alarmantes, tendo em vista que muitos são mortos de contrabando, são usados ​​também para fins ilegais, expostos a situações caóticas, ocasisonando irritabilidade e até a morte em alguns deles. Logo, é notório que o quadro social carece de políticas públicas.

Depreende-se, portanto, uma necessidade de mudanças. Para isso, cabe ao Poder Judiciário intervir na ampliação das fiscalizações de leis já existentes - como a lei aprovada em 2008, que garante o uso de animais em estudos científicos, sem que traga qualquer malefício a este - por meio de multas e outras penalizações, a fim de atenuar procedimentos antiéticos com esses seres vivos. Além disso, é indispensável a participação governamental, ao que tange nos recursos financeiros - através de parcerias com centros de pesquisas internacionais - viabilizando outras formas de experimentos.