O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Brás Cubas, personagem criado pelo escritor brasileiro Machado de Assis diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Partindo dessa perspectiva, a postura de muitos brasileiros frente ao uso de animais em pesquisas e testes cientìficos no Brasil é uma das faces mais pervesas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática que persiste intrisecamente ligada à realidade do país, seja pela lenta mudança de mentalidade, seja pela insuficiência de leis.

Em primeiro lugar, é fulcral destacar que nem sempre os resultados obtidos pelos testes são os mesmos obtidos em humanos e desta forma, seria inválido causar sofrimento em animais por resultados incertos e que não causarão nenhum benefício a eles. Ademais, para confirmar tal fato, segundo o site do G1 há inúmeros cientistas que sugerem que todos os tipos de bichos não huamnos possuem substratos neurológicos que geram consciência comprovando o sentimento de dor. Entretanto, o atual cerne brasileiro encontra-se concentrado no capitalismo e egocentrismo, por isso, em nenhum momento é avaliado a possibilidade de mexer de forma - muitas vezes inconsequentes - com a fauna, pois a busca pelo dinheiro é tão forte que acaba gerando este tipo de ato.

Em segundo lugar, pode-se usar a assertiva do 16° presidente americano Abraham Lincoln “eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos” para se ater ao fato de que o Estado é responsável pela visualização e movimentação de um cenário que seja propício ao ser, por isso, o desregulado e irresponsável desbalanceamento causado pelos indivíduos na fauna brasileira pode interferir de maneira significativa em todo cenário mundial, causando danos ao meio ambiente e consequentemente às pessoas. Além disso, devido a esta responsabilidade, compete ao governo a fiscalização de órgãos que cuidam da parte ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente para que cumpram a sua função de preservar a origem animal.

Logo, de acordo com o que foi exposto acima, torna-se evidente o papel que o Estado produz no território latino-americano. Portanto, cabe a este - como garantidor do bem-estar e da preservação da vida - juntamente ao (MEC) e ao (IBAMA) promover campanhas midiáticas, artes visuais e a inclusão de educação ambiental nas grades escolares, por meio da criação de leis e de fiscalizações que exijam o cumprimento destas, a fim de alcançar a hegemonia de uma conscientização que englobe todas as classes populacionais. Bem como, cabe aos residentes, por seus deveres legais, prezar a vida animal visando a contribuição destes ao meio ambiente, o qual também interfere diretamente na vida humana, erradicando ações que gerem pensamentos criticados por Brás Cubas.