O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

A obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More retrata um cenário que é caracterizado pela ausência de percalços no corpo social. Fora da ficção, a atual realidade brasileira rompe com essa harmônia, visto que o número de casos de animais submetidos à maus-tratos em pesquisas científicas cresce de modo exponencial, o que ocorre ora pela inércia governamental, ora pela inércia social.               Em primeira análise, para o filósofo Aristóteles, o equilíbrio de um Estado democrático deve ser promovido pelo governo através das leis. Partindo desse pressuposto, é evidente que o governo deve ter ação fundamental para a contenção da problemática em questão. Contudo, um cenário de negligência governamental é evidenciado no que se refere aos maus-tratos aos animais submetidos à testes, o que se evidencia pela ausência de leis vigentes.     Outrossim, de acordo com o filósofo Montesquieu, a ignorância é a mãe das tradições. Seguindo tal linha é fato que a tradição de ignorância social frente à problemática dos animais em testes científicos é um fator determinante para o crescimento exponencial da problemática, visto que, sem o olhar atencioso do corpo social para o percalço, ele se agrava de maneira minuciosa.                                                Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas. Sendo assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, através de fiscalizações, promover o devido amparo aos animais submetidos à maus-tratos em experiências e testes científicos, com o intuito de amenizar a problemática por vias legais e atentar a população para a sua gravidade. Feito isso, o equilíbrio Utópico será atingido na sociedade brasileira.