O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
De acordo com dados científicos, animais são dotados da mesma consciência biológica que humanos em relação à dor e emoções negativas, embora de maneiras diferentes, que mudam de espécie para espécie, seus sentimentos como seres vivos continuam os mesmos. Logo, o uso destes animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, que muitas vezes são feitos irresponsavelmente, sem cuidado para com o bem-estar e a segurança da cobaia, ou até de forma cruel, como em testes cirúrgicos, neurológicos, cutâneos, oculares, comportamentais, toxicológicos, entre diversos outros, que se efetuados de maneira imprudente, podem causar o óbito dos bichos envolvidos.
Em primeira análise, é aparente que uma das razões para a antiquada prática de testes em animais ainda perdurar, é a constante necessidade de certas empresas de procurarem se modernizar a cada instante, em busca de terem os melhores produtos no mercado e assim, aumentarem seu lucro. Entretando, parafraseando o célebre físico Albert Einstein: “Não procures ser bem-sucedido, tenta antes ser um homem de valor”, tais atos, normalmente realizados de qualquer maneira, já que pesquisas com cobaias animais são demasiado caras, falham em corresponder ao que é, além de ser moralmente esperado, prescrito na lei, que condena quaisquer maus tratos aos bichos, com penas de 1 até 4 anos, e 6 anos no caso de danos permanentes ou a morte do animal em questão.
Semelhantemente, uma das razões para tal costume permanecer no grupo social contemporâneo é a falta da devida inspeção governamental para com as empresas que realizam este tipo de atividade. Um exemplo disto é o “caso dos beagles”, de 2013, em que manifestantes invadiram o chamado Instituto Royal e de lá retiraram cães da raça beagle, alegando denúncias de maus tratos. A resposta do Instituto foi que “as pesquisas eram realizadas de acordo com o previsto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, logo, há representado neste acontecimento a omissão do Estado, pois se as fiscalizações fossem feitas da forma apropriada, não haveria a necessidade de um grupo de civis precisar cometer uma infração do código penal para salvar as cobaias que eram usadas no Instituto.
Portanto, cabe ao governo, especificamente à organizações de averiguações sanitárias, como a já citada Anvisa, expandir suas visitações a empresas para que a correta verificação da Constituição seja efetuada, além de melhorar o sistema de leis, o que terá por consequência a diminuição de casos de torturas a animais sobre o disfarce de pesquisa. Também é importante mencionar que, em adição ao anteriormente dito, faz-se necessário que os critérios éticos para que testes sejam realizados em cobaias vivas sejam aperfeiçoados, logo, não haverá mais ocorrências como a do Instituto Royal, em que houve o amparo em autoridades sanitárias, menosprezando o acontecido aos cães beagles.