O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Com os horrores presenciados nos momentos de guerra, que permearam o século XX, foi gerado na população global um moralismo que humanizou as relações em diversos âmbitos e valorizou a vida, como nunca visto anteriormente. Concomitante a isso, observa-se, também nesse século, uma grande revolução, inclusive em medicamentos, desenvolvidos para melhorar a qualidade de vida. Muitos desses avanços necessitaram da utilização de animais para que, no momento da comercialização em massa, não apresentassem prejuízo à sociedade. Apesar disso, a revolução técnica-científico-informacional permite, nos dias atuais, que tecnologia substitua, de forma gradativa, a testagem em animais e os compradores, conscientes de sua importância no mercado, potencializem o questionamento sobre a ética das pesquisas de instituições que permanecem usando animais em testes científicos no Brasil.

No cenário abordado, entende-se que situações problemáticas como a representada no filme Tempos Modernos não são mais recorrentes, tais tempos não são mais tão modernos, uma vez que houve a substituição de diversas atividades, antes manuais, como a exercida por Chaplin, pela tecnologia de ponta. Tal tecnologia, que cada vez mais reproduz fielmente a inteligência e ações humanas, possibilita o setor de cosméticos na União Europeia, desenvolver e comercializar produtos seguros e eficazes sem usar animais em testes. Esse fato, permite que a comunidade científica, bem como a população brasileira acredite que, em um futuro próximo, não só cosméticos como remédios e outros produtos não sejam reféns do uso de animais em testes, barateando humanizando tal produção.

Simultaneamente, a competitividade dos setores, onde as marcas buscam um diferencial, de forma a fidelizar o cliente -mais escolarizado e crítico, com poder de escolha- impulsione e pressione grandes empresas a investir em técnicas que minimizem o uso de animais em testes. A conscientização do público sobre a gravidade dessa prática, popularizada por movimentos como o veganismos, difundidos mundialmente nas redes socias, ampliam a força de instituições na luta pelos direitos dos animais.

Portanto, para que essa prática antiquada seja completamente substituida pela modernidade dos tempos tecnológicos, a comunidade científica brasileira, em parceria com laboratórios estrangeiros, devem priorizar o desenvolvimento de técnicas que permitam a substituição gradativa, eficaz e segura dos animais para testes. O Estado, por intermédio da ANVISA, deve enrrigecer leis e a fiscalização, baseando-se nos avanços que são fato na europa, de forma a pressionar o desenvolvimento nacional. Movimentos como o Veganismo, por intermédio da mídia socias, devem permanecer conscientizando e educando de forma crítica a  população brasileira.