O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

O dilema humano-animal

No filme “Cavalo de Guerra”, é retratada a história de um cavalo recrutado pelo exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Ao longo da trama, a narrativa revela os abusos físicos cometidos contra o equino durante o conflito e seus impactos, tanto na criatura quanto nos humanos à sua volta. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela da atualidade: o uso de animais em testes científicos e suas implicações morais.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a contribuição das pesquisas com animais alavancou em muito a evolução do conhecimento médico. Na antiguidade clássica, por exemplo, os estudantes de medicina aprendiam sobre anamotia por meio da dissecação de animais similares aos humanos, como macacos e porcos. Assim, fica evidente que, desde sua concepção, a ciência e a utilização de animais para fins científicos sempre caminharam lado a lado.

Ainda assim, muitos se indagam sobre a moralidade de tal conduta, visto que, por vezes, animais apresentam sinais de autoconsciência, como uma pesquisa conduzida pela Universidade de Cambridge demonstrou em 2013. A ciência, porém, ainda não encontrou meios alternativos para testes mais elementares em animais, como é o caso das vacinas da Covid-19, que passaram por testes em camundongos e chimpanzés para atestar a imunização e a segurança posterior em humanos. Logo, mudanças devem ser realizadas no campo acadêmico para achar uma solução apaziguadora.

Os defensores dos animais devem unir-se e demandar da classe política legislações mais concisas e fiscalizações mais incisivas nos laboratórios que testam em animais, por meio de visitas surpresas aos locais por especialistas, com o intuito de averiguar os riscos dos testes e garantir aos espécimes condições mínimas de bem-estar, multando os locais que descumprirem com as normas e gerando pesquisas mais éticas.