O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Hoje em dia, muito se debate sobre os testes científicos feitos em animais e o quão nocivos eles podem ser, o documentário “Maximun Tolerated Dose”, de 2012, aborda o problema e mostra a verdade por trás de algumas empresas. A busca por curas de doenças podem, algumas vezes, sair dos limites éticos e machucar suas cobaias, entretando, existem empresas que conseguem fazer suas pesquisas de forma humanitária.
Inicialmente, podemos entender o desenvolvimento de certas pesquisas, em especial as de cosméticos, como uma das principais causas dos maus tratos contra animais. Segundo pesquisas feitas pela Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais, mais de 115 milhões de animais são usados, no mundo todo, em pesquisas e entorno de 3 milhões morrem por ano devido aos testes.
Em contrapartida, a existência de organizações como o Butantan, que desenvolve pesquisas sobre antidotos para picadas de cobras utilizando cavalos como cobaia, prova que os testes com animais podem ser humanitários se seguirem alguns requisitos. No instituto em questão, os cavalos são tratados da melhor forma possível, passando por checagens semanais e um rigoroso acompanhamento de veterinários, assegurando o seu bem-estar.
Tendo em vista os aspectos observados, leis como a 11.794, que limitam os locais e situações nos quais animais podem ser utilizados como cobaias, podem asseguram não só a proibição de testes em animais de formas irregulares como também o bom uso desse recurso por instituições como a supracitada. Sendo assim, cabe ao ministério da justiça efetivar essa lei, evitando que casos como os mostrados no documentário “Maximun Tolarated Dose” se repitam.