O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O desenvolvimento da ciência possibilitou a alteração do natural em diversas áreas, como o parto cesárea ou a engenharia genética, e durante as pesquisas necessárias para atingir esses resultados a vida de diversos animais foi interrompida em laboratórios. Desse modo, foi instalado em muitos cientistas esse desejo da modificação do natural, sem se importar como o modo de adquiri-la, e a escritora Mary Shelly retratou isso em seu romance Frankenstein (1818), no qual o personagem principal dedica-se a criar um ser humano gigantesco e anormal. Sendo assim, é amplamente discutido na área da ética a necessidade da alteração do natural, e principalmente os meios utilizados para isso, juntamente aos efeitos que esses experimentos podem causar na humanidade.
Em primeiro plano destaca-se a falta de necessidade da submissão dos animais à técnicas invasivas a fim de obter resultados que podem ser atingidos por meio de métodos que dispensam o maltrato desses, como a fertilização in vitro, culturas bacterianas ou simuladores de pacientes humanos. Além disso, o Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos avaliou 24 novas maneiras de se testar produtos que não envolem a vida de um outro animal, provando sua eficácia.
Outro ponto de destaque deve-se ao fato da maioria dos testes feitos em bichos ser destinado à produção de cosméticos completamente dispensáveis à saúde humana. De acordo com a entidade internacional Peta, em 2015, apenas 9 em 63 marcas já haviam abolido essa prática na fabricação de seus produtos, evidenciando a gravidade do assunto nos dias atuaias.
Portanto, conclui-se que a ciência trás inegáveis avanços à saúde humana, mesmo sem a utilização de animais para isso. Desse modo, o Ministério da Ciência e da tecnologia deve restringir a regulação e aumentar a fiscalização da lei que proíbe o uso dos animais em pesquisa científica. Outra ação relevante é por parte dos consumidores em apoiar, divulgar e adquirir produtos veganos e sem crueldade animal, de modo que esses ganhem maior espaço e relevancia no mercado.