O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.
No Brasil, é comum empresas testarem seus produtos em animais, sendo cosméticos, medicamentos, além de testes científicos envolvendo os mesmos, geralmente para testar a eficácia de seus produtos. Há pessoas e empresas que defendem que o uso de animais para projetos científicos é algo essencial e necessário para o avanço da ciência, e, além disso, não aparenta haver um grande interesse de uma boa parte dos pesquisadores em desenvolver um outro método.
A lei 11.794, de 2008, regulamenta e cria regras rígidas para os testes em animais. Entre essas regras, destaca-se o trecho que obriga cientistas a fazerem o animal não sofrer, obriga os cientistas a possuirem um conselho de ética, além de afirmar que animais só podem ser usados quando não houver outras alternativas que não envolvam testagem em animais.
Por outro lado, existem pessoas contra o uso de animais em pesquisas e testes científicos, argumentando que o uso, em si, mesmo dentro da lei, se trata de uma crueldade indevida, além de mostrarem que existem outras tecnologias que permitem o avanço da ciência sem o incômodo a animais.
Apesar da ciência estar fortmente atrelada ao uso de animais em pesquisas, alguns cientistas buscam alternativas para substituir o uso de animais em testes científicos. Um exemplo é o uso de pedaços de pele humana doada após cirurgias plásticas, método usado por um laboratório do interior de São Paulo. Para isso, é necessário buscar métodos para popularizar este tipo de pesquisa entre os laboratórios e as empresas, por meio de anúncios, debates e palestras por meio de instituições, além da criação de leis por parte estatal para estimular o uso de métodos científicos alternativos, que, gradualmente, diminua o uso de animais em testes e pesquisas científicas, sem prejudicar a ciência.