O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
A existência de medicamentos e vacinas para a manutenção da saúde dos indivíduos pressupõe a realização de pesquisas e experimentos científicos para a descoberta de substâncias indispensáveis à criação dos remédios. No entanto, desde os primórdios da ciência, os animais são usados em testes de laboratório, neles, os cientistas podem observar como as substâncias se comportam em humanos. A partir daí, surge uma discussão ética sobre a utilização dos animais e a regulamentação das pesquisas acadêmicas referentes a essa questão.
Ao contrário do que muitos pensam, existe uma série de normas que devem ser seguidas para o bem-estar animal, que se baseiam nos princípios dos 3 Rs, propostos por William Russel e Rex Burch em 1959. O primeiro R é substituir, que vem do inglês Replace. O segundo é reduzir, da palavra inglesa Reduce e o terceiro R é refinar, cuja origem é Refine. Essa ética animal, fundamentada nesses princípios, pode ser entendida como a garantia de que abusos e maus-tratos não ocorram quando animais são utilizados em experimentos.
Ainda que animais e humanos não compartilhem 100% do genoma (material genético do indivíduo), eles devem ser suficientemente similares para apresentarem respostas semelhantes. Mas alguns animais são mais parecidos com humanos do que outros. Os mais próximos são os primatas não-humanos, como chimpanzés, orangotangos, macacos Rhesus, entre outros, justamente porque humanos também são primatas.