O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 28/04/2021
Varíola, hepatite, diabetes e HIV são algumas doenças que possuem medicamentos; os quais foram desenvolvidos por meio de teste em animais e, posteriormente, em humanos; garantindo mais qualidade de vida à população. Diante dessa evolução, o uso de bichos em pesquisas científicas é indispensável, porém as péssimas condições em que muitos deles são colocados e as marcas de cosméticos que ainda insistem no uso de animais é uma realidade no Brasil. Urge, pois, a primordialidade de pormenorizar as causas e as consequências desse revés.
É importante pontuar, de início, que as experiências em animais promoveram a criação de vacinas, remédios e procedimentos de tratamento como a diálise e a marca-passo; salvando milhares de vidas. No entanto, vale ressaltar que muitos laboratórios não cuidam dos bichos como, haja vista que muitos forneça com a falta de liberdade e de assistência veterinária. Nesse sentido, em 2013, um instituto de pesquisa foi invadido por manifestantes por ser acusado de maus-tratos in cães. Tal caso foi divulgado pelo G1 e evidenciou que os cachorros ficam presos em locais muito pequenos e sujos.
Outrossim, é preciso destacar que as leis brasileiras não proibem, em todo território nacional, os testes em animais pela indústria de cosméticos. Sob esse prisma, na Europa, é proibido tal prática, pois os cientistas já desenvolveram tecidos sintéticos que são usados nas experimentações. Dessa forma, é evidente que o Brasil encontra-se atrasado em relação às outras nações e, com efeito, submete muitos bichos a tortura com produtos químicos perigosos. A animação “save Ralph”, por exemplo, difundida pelas redes sociais, mostra a triste rotina de um coelho que sofre com a tortura e as sequelas de substâncias que são aplicadas nele todos os dias. Tal curta-metragem denuncia o impacto devastador de muitas empresas de produtos de beleza sobre os animais.
Destarte, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados às condições prejudiciais em que muitos bichos são classificados. Primeiramente, o uso de animais na indústria de cosméticos deve ser proibido em todo o território nacional; adotando o teste em tecidos sintéticos e o desenvolvimento de novos meios artificiais, para que a vida deles seja preservada e os cunsumidores comprem de forma mais conciente. Vale, ainda, que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, com o intuito de garantir a aplicabilidade da lei, aumente a fiscalização nos laborátorios; analisando os bichos e as condições em que vivem. Assim, será possível diminuir os maus-tratos em pesquisas e testes científicos no Brasil.