O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 23/04/2021
O polêmico curta-metragem ‘‘Salve Ralph’’ viralizou nas redes sociais ao mostrar o cotidiano de Ralph, uma cobaia de laboratório que sofre maus-tratos. Transpondo-se o conteúdo ficcional, infelizmente, ainda é recorrente a utilização de animais no meio científico no Brasil. Dessa maneira, esse imbróglio é fomentado pela ausência de leis como forma de proteção à esses seres, assim como a falta de pesquisas no desenvolvimento de técnicas de substituição desses organismos testados. Logo, é necessário analisar e extinguir esse descalabro na sociedade brasileira.
Nesse contexto, o território nacional possui pouca abrangência legislativa em pugnar o uso indiscriminado e nocivo de animais para experimentações. De acordo com o blog ‘‘Sallve’’, apenas 8 estados brasileiros baniram oficialmente a prática. Com isso, é notável que essa atitude repugnante não tem recebido a devida importância do Governo, e a inércia estatal contribui para a ocorrência desse hábito deplorável. Destarte, as Organizações Não Governamentais (ONGs) são de extrema importância para alertarem os governantes e a população sobre o tamanho da problemática e como ela tortura os organismos vivos para a obtenção de medicamentos e cosméticos, e, então, protegê-los.
Cabe mencionar, também, o ínfimo incentivo no processo de investigação e exploração de outros recursos disponíveis para efetuar os experimentos. Conforme o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), existem 17 métodos que podem ser utilizados para a validação de cosméticos, sem o teste nos animais. Portanto, o Artigo 218 da Constituição Federal que visa a inovação e pesquisa não aplica a teoria no ambiente relativo às ciências com o intuito de eliminar o emprego animal em laboratórios. Dessarte, é notável a negligência do Estado em salvá-los e obter uma melhoria nos resultados com maior assertividade do que com o uso de mamíferos.
Em síntese, a emergência em impugnar os conflitos supracitados requer prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, concomitantemente com o Ministério do Meio Ambiente com fins de estagnar o experimento em qualquer ser vivo. Urge desenvolver em instituições científicas, como o Parque Tecnológico e a Fundação UNICAMP, amostras de pele humana reconstruídas para analisar a reação de ingredientes e produtos cosméticos, como, por exemplo, foi realizado pela empresa francesa L’oreal. Outrossim, cabe às ONGs realizarem palestras em locais públicos, por meio de praças e quiosques, com o objetivo de alertar o Governo sobre esse cenário horrendo e mais leis serem criadas e postas em prática. Assim, o sofrimento de Ralph nunca mais será perpetuado ou vivenciado.