O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 26/04/2021
´´101 Dálmatas´´ é uma animação que narra a fuga de um grupo de cães contra a vilã Cruela. Evoca atenção o almejo doentio da antagonista para roubar a pele dos animais, com intuito de decorar seus casacos e fomentar sua vida luxuosa. Logo, respeitante a essa narrativa, o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil persiste com mesmo sentido, pois duas problemáticas são presentes: a cultura do descartável e a ignorância das instituições perante o assunto.
A princípio, o dilema da utilização facilitada e rápida dos recursos naturais relega parte dos animais ao encargo da subordinação científica. Tal acepção foi contemplada no histórico colonialismo europeu, responsável por escravizar os habitantes dos locais ocupados e usar a fauna para fabricar utensílios. Nesse viés, o Brasil compactua com filosofias cheias de resquícios do ´´Colonialismo´´, e isso é facilitado pelo desejo descartável na produção. Sobre isso, com a finalidade de fabricar produtos em larga escala, muitas instituições privam pelos animais, pois esses seres oferecem subsídios biológicos para o experimento, além disso, persiste o ciclo interminável de retirada das espécies do ambiente e o seu posterior servilismo. Em suma, as qualidades científicas são corrompidas, posto que a ética é desrespeitada nesses espaços.
Outrossim, a negligência das corporações em identificar a controvérsia oportuniza a continuidade dos experimentos. Essa verdade orquestra com a filosofia de Santo Agostinho, ao discernir que a não percepção do mal é um propulsor para evolução desse. Analogamente, muitas instituições dialogam com o uso de animais em pesquisas, pois não rastreiam essa situação, ou seja, compactuam com a progressão de um tipo maléfico. Em vista disso, expressas indústrias iniciam a produção sem notabilizar as ferramentas de concepção, com isso, a presença do animal nos experimentos não é denunciada. Desse modo, as instituições são cúmplices da violência citada.
Portanto, compete aos agentes sociais sanar o revés do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve publicitar alas de fabricação tecnológica, com o uso de plantas e bactérias, mediante verbas estatais, posto que a bioquímica será compatível com a preservação faunística, a fim de evitar a cultura do descartável. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a projeção de telões holográficos nas ruas e de anúncios nas redes sociais, com o uso exclamativo sobre os perigos dos experimentos, por meios das mídias, pois revitalizarão as funções institucionais, com fins na harmonia social. Somente assim, a sociedade brasileira denunciará personalidades, tais como ´´Cruela´´, que insistem no estímulo à serventia cruel dos animais para galgar uma rotina de supérfluos desnecessários.