O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 26/04/2021

Indubitavelmente, no Brasil, houve um grande avanço na medicina e na farmacologia devido ao investimento no campo de pesquisas e testes científicos, contudo sua metodologia vem sendo questionada. Afinal, o uso de animais nesses experimentos é feito de forma cruel, em que não há nada para aliviar o sofrimento, medo e terror que eles sentem durante o processo. Desse modo, são necessárias medidas para garantir a plena contribuição à ciência sem prejudicar a vida de inocentes.

Em primeira análise, é importante lembrar que animais, até mesmo os irracionais, possuem células nervosas, o que garante a eles a percepção de diferentes estímulos. Em concordância a esse fato biológico, o filósofo contemporâneo Peter Single aborda em seu livro “Liberdade animal” acerca do princípio da igualdade na consideração da dor e do sofrimento animal. Dessa forma, fica evidente a  subestimação cruel imposta a esses seres, uma vez que, no intuito de favorecer interesses humanos, eles são capturados, aprisionados e torturados até a morte. Portanto, é substancial que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) busque redirecionar seus recursos para métodos éticos e eficazes de pesquisa não animal.

Em segunda análise, vale destacar a quantidade exorbitante de testes realizados que, embora não apresentam contribuição alguma à ciência, continuam sendo feitos de maneira indiscriminada. Em consonância ao episódio supracitado, tem-se o exemplo na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, onde ocorrem massivamente testes cerebrais em corujas, alegando-se que estes contribuirão para o estudo de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em humanos. Entretanto, esses testes ocorrem há mais de 10 anos sem obter resultados que possam ser úteis ao o que é pretendido. Destarte, a comunidade científica brasileira deve repensar sobre a real necessidade de envolver essas espécies em experimentos, assim como deve buscar meios tecnológicos para substituí-las.

Urge, portanto, o fim do uso de animais em testes científicos no Brasil. Logo, cabe ao MCTI redirecionar e ampliar suas verbas para pesquisas que não façam o uso desses seres ingênuos, a fim de incentivar a comunidade científica à adesão da substituição de métodos bárbaros e retrógrados por uma metodologia mais tecnológica e sustentável; garantindo, assim, não só o avanço para diversos campos, como também a harmonia entre meio ambiente e sociedade.