O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 27/04/2021

No filme “Guardiões da Galáxia”, Rocky - um dos protagonistas - é um guaxinim que teve seu corpo modificado após experimentos genéticos. Fora da ficção, o uso de animais em testes e pesquisas também é uma triste realidade no Brasil que gera debates, visto que há ativistas em defesa dos animais como também existem cientistas que ainda defedem o seu uso.

Em primeira análise, é notório que o uso de cobaias em testes promove a não aceitação de tal atividade por pessoas e grupos, pois esses animais são submetidos a experimentos invasivos e cruéis, os quais causam sequelas e, em muitos casos, a morte deles. Dentre os tipos de ensaios, estão a irritação dermal, ocular, testes de toxidade, drogas, além de outros ainda mais bárbaros. Desse modo, ativistas como Luisa Mell - a qual possui um instituto de proteção aos animais - atuam no combate à utilização de bichos em pesquisas.

Ademais, hoje torna-se necessário repensar e densenvolver novas propostas para continuar com o avanço científico no país, porém sem utilizar cobaias. Sabe-se que o desenvolvimento da ciências, principalmente na área da medicina, ocorreu baseado na utilização de testes em animais, como o caso de vacinas contra sarampo, febre amarela e meningite. Entretanto, priorizar a bioética é imprescindível e, por isso, empresas e cientistas devem optar por técnicas como a “in vitro” - testes fora do organismo vivo. Tal exemplo se faz presente no Brasil a partir do projeto da Universidade Federal de Goiás, no qual indústrias de cosméticos e agrotóxicos utilizam essa técnica.

Entende-se, portanto, que é importante substituir testes e pesquisas com animais no país. Nessa perspectiva, empresas - como as de cosméticos, medicamentos, agrotóxicos e afins - devem ser bioéticas e modificar suas técnicas de ensaios científicos, por meio do uso de testes “in vitro”, por exemplo, a fim de proteger e respeitar os animais. Além disso, é importante que ONGs e a mídia realizem campanhas com o intuito de alertar e educar a sociedade sobre a importância de não consumir produtos que utilizem cobaias em seus testes. Desse modo, torna-se viável mitigar essa problemática e respeitar os animais.