O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 29/04/2021
Os experimentos com animais tiveram início na Grécia Antiga através do filósofo Aristóteles durante os anos 300 a. C., e esse método foi repassado por geração até chegar aos tempos modernos, evidenciando que os testes realizados em cobaias possuem uma antiga trajetória e importância científica. Contudo, como revoluções industriais encaminharam o mundo a uma era de avanços tecnológicos, que permitem uma evolução no sistema, desenvolvendo novas formas para a realização de pesquisas, porém, grandes empresas permaneceram na metodologia retrógrada, negligenciando a falta total de ética e moral do processo ea desnecessária covardia com os seres irracionais.
Sob esse viés, a menção da Lei 11794, elaborada em outubro de 2008, se faz necessária, visto que a mesma criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, que possui o intuito de regulamentar a criação e a utilização dos animais em pesquisas, no No entanto, o cenário atual contrasta com o ideal pregado pela Constituição Brasileira, já que uma displicência na análise da ética e moral dos serviços prestados pelos cientistas é notável, uma vez que a mídia expõe o processo para a população. O descaso com o bem-estar do experimento é de conhecimento geral e os responsáveis por manter a ordem nas indústrias abordam o problema de forma desleixada, tornando a vida dos animais cruel e dolorosa, usando a frase “tudo em prol da ciência” como justificativa pelo trabalho incompetente e antiético,
Vale ressaltar que nos países europeus os cosméticos que não são realizados in vitro (em vidro) são taxados como ilegais, em obrigatoriedade das tecnologias disponíveis para a construção de um processo totalmente livre de testes em cobaias, entretanto, a indústria farmacêutica não possui uma mesma facilidade para se livrar dos experimentos, consoante ao fato de que validar os medicamentos para o uso em humanos sem uma comprovação é extremamente perigosa, ou seja, mesmo diante de um contexto inovador, a humanidade ainda não se capaz de abandonar totalmente os procedimentos em animais. No Brasil, apenas 36% da população concorda com os testes em cobaias, embora a maioria das empresas de cosméticos insistam no uso deles, causando danos desnecessários.
De acordo com o exposto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente uma intervenção, junto com o Ministério da Justiça, propondo leis que tornem obrigatório o interrompimento de experimentos em cobaias vivas nas indústrias de cosméticos brasileiras, impondo uma sentença de prisão para aquelas que desrespeitarem as normas. Além disso, os Estados devem investir em centros de pesquisas, com o intuito de buscar alternativas melhores e eficientes para os procedimentos farmacêuticos, se uma mudança radical no sistema industrial, para que haja uma melhoria significativa na vida dos animais.