O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 02/05/2021

O filósofo Aristóteles afirmou certa vez que “O homem é essencialmente egoísta”. Do contexto grego à realidade brasileira, pode-se observar a irrelevância do ser humano em relação aos outros animais com os quais convive. O uso de bichanos em pesquisas científicas demonstra a falta de ética vigente na sociedade, além de manifestar a falta de consciência de grande parte da população. Dessa forma, medidas são necessárias para banir o uso de bichos como cobaias de experiências.

Primordialmente, é preciso compreender a falta de empatia, ramo da ética escancarada no Brasil. Recentemente, um curta-metragem denominado Salve o Ralph circulou pelas redes sociais. Essa pequena história apresenta a vida de um coelho usado como cobaia para pesquisas, que, por consequência dessas, acaba cego e surdo. A maior parte das pessoas que assistiu essa obra cinematográfica sentiu-se sensibilizada, o  que antes não ocorria, validando assim o objetivo da mensagem transpassada. No entando, tal fato demonstra que a empatia para ser consolidada necessita de um evento inicial não intrínseco do ser humano. Assim, a falta de ética reina na comunidade brasílica.

Não obstante, o número de pessoas que não possuem discernimento a respeito dessa atrocidade cometida aos animais é muito elevado. O número de empresas de cosméticos que buscam enganar o consumidor é gigante. De acordo com a cosmetóloga Joielle Mendonça “O mercado tem usado os rótulos de produtos veganos e orgânicos por puro marketing, já que as pessoas têm 20% mais chances de gastar em um produto dito natural.” Esse dado confirma a ideia de que os consumidores geralmente não têm acesso às informações verdadeiras, e, ao adquirir um produto tecnicamente “não testado em animais” acabam sendo ludibriados. Portanto, a responsabilidade por essa crueldade aos animais nem sempre é do consumidor, sendo muitas vezes considerado vítima dessas empressas antiéticas.

Logo, é imprescindível eliminar os animais dos testes em laboratório. Para tal fim, é inevitável aumentar a fiscalização nas empresas de cosméticos. Essa ação seria realizada pelos membros da Humane Society International em parceria com Organizações não governamentais por meio de visitas não agendadas, realizadas, periodicamente e rigorosamente, com auxílio do maior número de pessoas possível para garantir o seguimento dos regulamentos éticos. Como efeito observaria-se o não uso de bichos em experimentos laboratoriais e o fim do sofrimento desses, gerando relações interespecíficas saudáveis e harmônicas.