O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 03/05/2021

O filme “Save Ralph” narra a rotina de um coelho (Ralph) que trabalha em um laboratório onde são feitos testes de cosméticos e produtos farmacêuticos nele. Embora seja ficção, a obra ressalta um tema da atualidade, visto que o uso de animais em pesquisas e testes científicos ainda é realidade no Brasil. Nesse sentido, é necessário um debate sobre a crueldade sofrida por esses animais, como é mostrado no filme “Save Ralph”, e por outro lado na indispensabilidade do uso de animais em algumas pesquisas científicas.

Em princípio, é preciso frisar a crueldade vivenciada por estes animais utilizados em pesquisas. Conforme afirma a ONG “Humane Society International” (HSI), cerca de 100 milhões de animais morrem por ano em laboratórios. Desse modo, é notável o motivo da revolta de muitas pessoas ao redor do mundo e no Brasil que se declaram contra tais testes, tendo em vista que muitas vidas animais são perdidas nessas pesquisas.

Outrossim, é impetuoso pontuar que os animais ainda são, infelizmente, indispensáveis ​​em alguns estudos. Segundo o jornal O Tempo, a indústria farmacêutica ainda depende dos testes em animais, ao contrário da indústria de cosméticos onde eles podem ser substituídos, por exemplo, por pele humana descartada em cirurgias. Dessa maneira, entende-se a indispensabilidade dos animais em testes de vacinas ou de remédios, pois retira-los trariam sérios riscos aos voluntários humanos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se encontrar um meio termo entre a crueldade cometida contra os animais e a indispensabilidade deles em estudos científicos. Logo, cabe ao Estado promulgar leis que delimitem os testes em animais apenas às pesquisas onde eles não são substituíveis, por meio do envio de projetos de leis ao Congresso Nacional, já que não é possível acabar com os testes por completo deve-se, ao menos, controla-los e com intuito de tentar garantir uma vida mais digna a estes animais. Enfim, a partir dessas ações o uso de animais em pesquisas no Brasil será menos cruel.