O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 06/05/2021
O curta-metragem “Salve o Ralph” mostra, pela visão de um colho, o quão agressivo pode ser um teste em animais, ainda que para fins de pesquisas. Essa prática é marcada pelo pragmatismo, de que sempre foram feitos esses testes e de que não é necessária uma mudança. Contudo, tais atos colocam os animais em situações degradantes dia após dia, e faz com que não sejam pensadas soluções para a mudança desse cenário.
Em primeiro plano, evidencia-se, no meio científico, uma visão pragmática a cerca do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Governo Federal exerce na administração e fiscalização dos testes em animais. Segundo Justin Goodman, diretor cientifico do PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais), em entrevista ao Fantástico, “Acabar com a experimentação animal não é apenas uma boa escolha moral, ela é uma boa escolha científica”. Desse modo, os animais são vistos como meio de experimentos e, o seu uso no meio laboratorial, contribui para que os mesmos sejam taxados como “meras” coisas. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, é imperativo pontuar que os animais são vistos com uma certa insignificância por parte da sociedade científica. Isso decorre, principalmente, do apoio legislativo no Código Civil em que, considera os animais como “coisas”, e essa visão obsoleta em torno desses seres que não são meros objetos, dá abertura para o uso deles em pesquisas e testes científicas no Brasil. No entanto, isso expõe os animais a condições que humilham sua integridade, muitas vezes.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Posto isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve, por meio de um amplo debate com a sociedade científica e profissionais do ramo, lançar um Plano de Valorização Animal, de modo a fazer com que os animais não sejam mais usados como cobaias em pesquisas e testes científicos. Tal plano deverá focar, principalmente, em fiscalizar laboratórios e destinar verbas para o uso de meios alternativos. Dessa maneira, a situação vivenciada por Ralph não será mais uma realidade na nossa sociedade.