O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 07/05/2021
Ratos, coelhos e macacos. Estas são três das diversas espécies utilizadas como cobaias em laboratórios por todo país e mundo. Entretanto, atualmente, o uso desses seres em pesquisas científicas vem sendo seriamente criticado. Portanto, é fundamental que haja uma maior discussão sobre a testagem, principalmente por fatores como maus-tratos e a não mais essencialidade da experimentação em animais.
No curta-metragem de animação “Salve o Ralph”, é apresentado um cobaia, o coelho Ralph, que mostra seu “trabalho” e machucados, informando e emocionando o telespectador a respeito da experimentação em animais. Assim como o personagem, milhares de coelhos são utilizados diariamente no mundo no processo de confecção de medicamentos e cosméticos. Entretanto, a substituição desses seres é possível, visto que países da União Europeia já apresentam legislações proibindo a fabricação de cosméticos com uso de animais, mostrando que pesquisas científicas não são essencialmente necessitadas de seres vivos, como os da espécie de Ralph.
Além disso, as cobaias, na maioria das vezes, vivem em ambientes descuidados, com habitações sujas, restrições alimentares e espaços minúsculos. Ainda mais, são relatados múltiplos casos de crueldade com estes bichos, como em São Paulo, quando um laboratório foi denunciado pelos maus-tratos aos beagles usados em testes, de acordo com o jornal “O Globo”. Portanto, se cientistas, governantes e a população olhassem para estes animais como seres vivos e não como objetos de laboratório, os avanços científicos ocasionados por sua substituição seriam imensuráveis, além de importantes para a comunidade.
Desta forma, o Legislativo deve restringir ao máximo possível os testes em animais para cosméticos e medicamentos no Brasil, a partir da criação de uma lei contra a experimentação em seres vivos, com a finalidade de evoluir cientificamente nas fabricações desses produtos e proteger os milhares de animais cobaias no país. Além disso, esse mesmo poder deve garantir a segurança dos animais utilizados hoje em dia nas testagens, por meio de legislações já existentes, ajudando-os contra os maus-tratos existentes em laboratórios atualmente.